 |
 |
 |
 |
20.Ago | A Verdade sobre a Oxidação do Asfalto
A oxidação do asfalto ocorre desde sua elaboração até o fim da vida de um pavimento, pois é um fenômeno natural que ocorre lentamente. Porém há duas fases dentro do processo em que o controle deve ser mais rigoroso, pois o descontrole pode acelerar a sua oxidação.
Estes dois momentos críticos são:
• Durante o aquecimento direto utilizado na maioria dos caminhões que transportam o produto até às usinas de asfalto;
• Na usina, durante o processo de mistura deste com os agregados;
Nos caminhões tanques o cuidado é simples, basta não acelerar seu aquecimento, de forma que o calor seja absorvido de forma homogênea sem pontos de concentração de altas temperaturas. Nesse caso, a pressa é inimiga da perfeição.
Na usina de asfalto, é necessária mais atenção ainda ao controle, pois são diversos os fatores que podem acelerar o processo de oxidação do asfalto, entre eles citamos:
• Elevadas temperaturas da mistura (principal catalisador da oxidação do asfalto);
• Excesso de exposição da película de asfalto ao oxigênio contido no ar e/ou vapor d'água;
Quando ocorrem as duas situações acima, temos o grau extremo de oxidação. Para citar números, podemos fazer a seguinte comparação:
• Uma usina com mistura em pug-mill de duplo eixo, em 20 segundos movimenta a massa em mistura duas vezes mais do que uma usina Drum-Mixer o faz em 60 segundos;
• Uma usina Drum-Mixer tanto de fluxo paralelo quanto de contra-fluxo expõem ao ar a massa em mistura, durante o processo de tombamento, 60 vezes mais do que uma usina com mistura em pug-mill (baseado na relação do volume de ar entre um tambor e um misturador). Além do mais, o ar quente e úmido contido no tambor é constantemente renovado, ao contrário do que ocorre no pug-mill;
• As temperaturas normais no ambiente da zona de mistura de uma usina Drum-Mixer de fluxo paralelo ficam entre 180 a 200ºC, aumentando para até 300ºC no inicio da zona de mistura, em situações que se trabalhe com a umidade dos agregados superior a 5%. A temperatura dos gases sempre será superior a temperatura limite do asfalto. A umidade proveniente da evaporação do material, ainda presente na região de mistura, contribui para o craqueamento das frações mais leves do cimento asfáltico;
• Outro fator importante é que a mistura externa não expõe o cimento asfáltico em contato com o vapor d'água, pois este pode levar consigo (craquear) as frações mais leves do CAP e acelerar a oxidação, empobrecendo a qualidade da massa.
• A temperatura do ambiente do misturador nunca será superior a temperatura da massa a ser misturada, e não há fluxo de ar pelo misturador que provoque a oxigenação da mistura, pois este é totalmente fechado;
• Segundo dados históricos de campo, a oxidação do asfalto numa usina com mistura em pug-mill é 10 a 12 vezes menor do que numa usina Drum-mixer contra fluxo, e 20 a 30 vezes menor que numa usina Drum-Mixer de fluxo paralelo;
• A oxidação do asfalto que ocorre em usinas Drum-mixer de fluxo paralelo ou de contra fluxo pode ser equivalente a alguns anos a menos de vida do pavimento;
• A oxidação que ocorre durante o processo de mistura em pug-mill é insignificantemente, menor do que a que ocorre num tanque de estocagem de asfalto, devido a sua baixa temperatura, pouco tempo de permanência, baixo contato com o ar e com a umidade;
Em resumo, mistura em pug-mill significa: despreocupação com a oxidação, maior homogeneidade da mistura, baixo consumo de combustível, menor tempo gasto em manutenção;
voltar
|
|
|
 |
|
 |
 |